Escolhas de Um Psicólogo em Início de Carreira
- André De Lima

- Apr 11, 2022
- 2 min read

Uma das coisas que mais me encanta na Psicologia, é a capacidade de transformação que ela proporciona aqueles que se decidem buscar conhecimento de si próprios, entender como funcionam no mundo, o que é possível melhorar, modificar, transformar, aceitar, ressignificar... E essa jornada não é, ou ao menos não deveria ser, vivida apenas pelos nossos clientes/pacientes, este é um caminho necessário também ao terapeuta que se senta na outra poltrona.
Quando saí da graduação optei por não me vincular logo de cara a nenhuma abordagem específica, talvez por querer experimentar algo além do que eu tinha vivido na clínica escola da minha faculdade, talvez por estar me encontrar perdido em meio a tantas opções, talvez ainda por desconhecer profundamente o que cada uma delas carregava de propostas...
Antes de seguir, cabe uma pequena explicação a respeito da abordagem em Psicologia. E para explicar isso gosto muito de utilizar o exemplo da medicina, uma pessoa pode estudar e se formar em medicina, porém depois de concluído essa etapa ela precisa escolher um caminho de atuação; alguns se tornam médicos clínicos, outros médicos focados em pessoas idosas (geriatria), outros cuidam da saúde da mulher (Obstetra, Ginecologista), outros focam seu trabalho em uma parte específica do corpo humano (Cardiologista, neurologista). São diversos os caminhos e possibilidades, no entanto o que todos tem em comum é a busca por um completo bem-estar do indivíduo assistido por esses profissionais.
Na Psicologia essa dinâmica é semelhante, existe diferentes formas de compreender o fenômeno humano, de compreender como uma pessoa funciona, o que lhe prejudica, como tratá-lo... Cada abordagem da Psicologia pode ser pensada como um modelo que busca entender o Ser Humano a partir de um olhar específico, tendo para isso um conjunto de técnicas, teorias e intervenções próprias. Depois de formado o Profissional da Psicologia busca se aprofundar na abordagem que tenha maior identificação, pautando sua atuação na visão de mundo e de homem que essa abordagem carrega.
Feita essa explicação, hoje venho apresentar a vocês o modelo que eu utilizo na minha atuação como Psicólogo Clínico. Minha conduta terapeuta se pauta no modelo da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).
A ACT é um modelo de terapia contextual que tem como tarefa principal mobilizar um corpo de processos que se chama de flexibilidade psicológica, essa flexibilidade psicologia envolve uma análise de pelo menos seis dimensões da experiência humana: Afeto, Cognição, Atenção, Self, Motivação e Ação pública.
De forma simples o Modelo ACT compreende que pensamentos e sentimentos fazem parte de nossa subjetividade, desde modo o foco não está em modificá-los ou controlá-los, mas sim na relação que estabelecemos com eles. O grande objetivo do processo terapêutico não é resolver os problemas ou apagar os pensamentos difíceis, antes é proporcionar ao indivíduo condição psicológica suficiente para que ele consiga viver uma vida plena de significado, uma vida valorosa.
Percebendo o tamanho do texto até aqui e a complexidade do tema, hoje fico por aqui, mas com o compromisso que trazer mais um pouco desse modelo que vem norteando muitas de minhas escolhas.
Psicólogo André Lima CRP n°08/33035



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